terça-feira, 22 de setembro de 2009

domingo, 20 de setembro de 2009

Cisnes Selvagens,de Jung Chang


Jung Chang decidiu escrever a história da sua família como parte da história da própria China. Começou com a avó, Yu Frang, que aos 15 anos de idade, em 1924, foi obrigada por seu pai a casar-se com um general que já tinha três outras mulheres. Esse era um tempo em que as mulheres ainda eram obrigadas a esmagar e manter amarradas as articulações dos pés, para que o seu andar fosse tão gracioso como o movimento dos cisnes nas águas de um lago tranquilo. O resultado é "Cisnes Selvagens", um romance fascinante e poderoso, que atravessa três gerações de mulheres de uma família que viveu o entusiasmo, a repressão, a violência e a degradação do regime chinês e maoísmo. Tendo vendido mais de 80 000 exemplares em Portugal, a Quetzal orgulha-se de relançar esta obra fundamental para compreender a Revolução Cultural chinesa e o regime violento e opressivo que não sobreviveu a Mao Tse Tung, de que Jung Chang também escreveu uma biografia inovadora e polémica.

Biografia da autora

Jung Chang

Jung Chang nasceu a 25 de Março de 1952, em Yibin, na província de Sichuan. Os seus pais eram militantes e dirigentes do Partido Comunista. Aos 14 anos, Jung tornou-se membro da Guarda Vermelha, em plena Revolução Cultural – foi por recusar atacar os seus professores e os seus pais, no clima de violência criado por Mao, que a levou à oposição ao regime. Em Cisnes Selvagens, Jung trata o modo como Mao perseguia, até à morte, os seus opositores. Deixou a China em 1978, vive em Londres e escreveu (com o seu marido, o historiador Jon Halliday) a mais longa, exaustiva e polémica biografia do dirigente chinês

sábado, 19 de setembro de 2009

Biografia de Irvin D.Yalom



O romancista académicoYalom nasceu em Washington, D.C., a 13 de Junho de 1931. Os seus pais imigraram da Rússia (de uma pequena aldeia chamada Celtz, perto da fronteira polaca) pouco depois da Primeira Guerra Mundial. Viveu toda a sua infância em Washington, num apartamento que ficava por cima da loja de conveniência de que os pais era proprietários. Era um bairro pobre e problemático e andar nas ruas era muitas vezes perigoso. Yalom refugiava-se frequentemente em casa, a ler. Duas vezes por semana fazia o “perigoso percurso” de bicicleta até à biblioteca municipal para se abastecer de livros. Começou pelas biografias, de A (John Adams) a Z (Zoroastro). Mas foi na ficção que encontrou o seu refúgio, um mundo alternativo e mais satisfatório. Uma fonte de inspiração e sabedoria. Quando escolheu estudar medicina, por se sentir mais perto de Dostoevsky ou Tolstoi, já tinha em mente seguir psiquiatria. Psicoterapeuta e professor “Emeritus” de psiquiatria na Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford, tem inúmeros títulos na área académica.

Mentiras no Divã


Depois do sucesso de 'Quando Nietzsche chorou', Irvin D. Yalom retorna com uma história ambiciosa sobre a moralidade das terapias e a complexidade das emoções humanas. Neste romance provocativo, Yalom disseca o relacionamento de três terapeutas com seus pacientes. Seymour, patriarca da comunidade de psiquiatria e ex-presidente da Associação Psiquiátrica Americana, é acusado de má conduta sexual com uma de suas clientes; Marshal, centrado no sucesso material, é orgulhoso, cego pela cobiça e obcecado pela dolce vita dos ricos. E Ernest Lash, o delicado elo de ligação entre eles. Impulsionado pelo desejo de ajudar os doentes e pela fé inabalável na psicanálise, esconde seu fanatismo sob a máscara de férrea responsabilidade. Em sua preocupação com os problemas da existência, inventa uma radical abordagem para suas sessões de psicoterapia; honestidade brutal entre analista e analisado. Os resultados são tão inesperados quanto perigosos. Explorando os jogos de poder e os vínculos interpessoais, 'Mentiras no divã' é uma história tensa e eloqüente, onde dilemas de lealdade apresentam-se com clareza e vigor.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009


ATENDIMENTO: Hospital São Lucas, 3º andar - sala 309 - fone: 3320.3367EQUIPE: Dr. Diogo Lara (supervisão), Dra. Elaine Martin, Dra. Andréia Sandri e Dra. Luisa Bisol. - www.bipolaridade.com.br

Temperamento FORTE e Bipolaridade


O temperamento forte é um ponto em comum dos grandes aventureiros, artistas, empreendedores, revolucionários, e também dos boêmios, malandros, abusadores de drogas, jogadores e viciados em adrenalina. As características dos temperamentos fortes podem se manifestar sem transtornos. Mas quando ocorrem alterações de humor - oscilações entre os pólos da euforia e da tristeza, passando por agressividade, apatia ou ansiedade - caracteriza-se a bipolaridade. Este livro mostra a influência do temperamento e do humor em nossas vidas, ajudando a reconhecer e resolver as situações em que o humor desafina, sai do tom. Serve ainda como um alerta aos diagnósticos de depressão e déficit de atenção (DDA) e ao uso excessivo de antidepressivos e psicoestimulantes, tão prescritos atualmente. E também questiona nosso estilo de sociedade, que oferece cada vez mais estímulos e novidades e menos limites.
Comentário
Este é um livro que foge com felicidade às regras. Trata de um dos maiores temas psiquiátricos da atualidade, o transtorno bipolar, objeto de estudo de clínicos e pesquisadores mundo afora. Aqui, o enfoque é novo: parte da análise de algo que parecia esquecido na psiquiatria moderna, o temperamento, e examina a bipolaridade à luz desta questão. As descrições clínicas são feitas de forma coloquial, e as indicações terapêuticas de maneira acessível aos leigos. Este é um livro pessoal, em que o autor analisa o tema como psiquiatra e como ser humano, e expõe, de maneira clara e amena, seus pontos de vista. Assim, pode ser lido com proveito, e sem dúvida com prazer, tanto por psiquiatras como por leigos, e muito particularmente pelos bipolares. Constitui também material de reflexão para sociólogos e quem mais estiver in teressado na estrutura da sociedade atual, que o autor qualifica, com razões, como bipolar. Há relatos ilustrativos de aspectos temperamentais de figuras do mundo das artes e dos esportes, e interessantes especulações sobre sua relação com a bipolaridade. Há também numerosos e úteis conselhos de vida, aproveitáveis por pacientes, psiquiatras, psicólogos e pelo público em geral. A leitura é fácil e direta, e o leitor consegue estabelecer aquilo que a maioria dos autores deseja e poucos conseguem: um elo de contato direto com o escritor; um certo nível de cumplicidade. Como o autor salienta que não é preciso estar de acordo com suas colocações para entendê-lo, abre caminho para um fecundo diálogo com profissionais e pacientes. Creio, assim, que este excelente livro pode ter valor heurístico.
Iván Izquierdo - neurocientista http://www.adjorisc.com.br/jornais/correiodonorte/noticias/index.phtml?id_conteudo=203472

Especialista em 'mentes perigosas' analisa Flora, uma psicopata típicaO Globo

A Revista da TV convidou a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, autora do livro ''Mentes perigosas: o psicopata mora ao lado'' (ed. Objetiva), para analisar Flora, a vilã de 'A favorita'. Para ela, Flora é uma psicopata típica. Leia o artigo de Ana Beatriz:
Diante de uma Irene (Glória Menezes) inconsolável por descobrir que foi cruelmente enganada, manipulada e chacoteada por Flora, Lara (Mariana Ximenes) profere as seguintes palavras: "É, vó, a gente sempre acha que as pessoas sempre têm dois lados: um lado bom e um lado mau. E aí, quando a gente percebe o mal absoluto diante da gente, a gente não sabe com lidar, não sabe como se defender. Não foi só a senhora que a Flora enganou. Todo mundo caiu na conversa dela. A única diferença é que a senhora foi a última a saber."
Esta cena da novela "A favorita" revela muito da trama que arrebatou o país e que teve como pivô a malvada Flora, interpretada com maestria pela atriz Patrícia Pillar. Flora não é uma vilã qualquer, vingativa, rancorosa, que sofreu maus tratos na infância e tampouco louca. Ela é uma psicopata típica que sabe muito bem o que faz, com quem faz e na hora em que faz. Seu cérebro é 100% razão e zero emoção, por isso sabe discernir perfeitamente o certo do errado e transgride as regras sociais de forma fria e calculada.
Lara tinha razão. Flora não representa o lado mau que existe em cada um de nós: ela é o próprio mal, na sua mais pura essência. Ela é insensível, manipuladora, inescrupulosa, dissimulada, perversa, imoral e totalmente desprovida de sentimentos de compaixão, culpa ou remorso. Considera-se imbatível, poderosa, se delicia com seus feitos maquiavélicos e sente um enorme prazer ao assistir o sofrimento que produz nos outros.
O que mais choca o público é justamente a condição essencial que faz de Flora uma psicopata grave: ela não ama e muito menos tem consideração por qualquer pessoa, seja por seus comparsas (Silveirinha e Dodi) ou por sua própria filha. Todos ao seu redor são apenas peças de um tabuleiro, cujo jogo é somente obter poder, status e prazer. Eloquente, sedutora e "inteligente", Flora tem o agravante de ser bonita. Costumamos associar beleza com bondade, mas, em se tratando de psicopatia, um velho e bom ditado ainda reina em plenitude: "Quem vê cara, não vê coração."
Se quisermos nos fortalecer contra as ações predadoras dos psicopatas, que não são poucos, devemos aprender como eles pensam e agem. O conhecimento, neste caso, é a única arma possível para evitarmos o risco de sermos a próxima vítima. Nem todo psicopata é do tipo grave como a vilã Flora; a maioria não chega a matar. No entanto, todos, invariavelmente, deixam marcas de destruição por onde passam. Essas mentes perigosas estão por aí, convivendo com todos nós, matando sonhos, esperanças e a confiança que as pessoas do bem depositam nelas.

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